Andando sem Rumo

domingo, 7 de julho de 2013

[...]

Continuei a andar por meu caminho, a neblina estava densa, não pude enxergar quase nada, fui forçada a aumentar minha visão e apurar meus sentidos - afinal, nunca se sabe o que pode surgir - pelo que me parecia acabara de amanhecer.. Quase não haviam raios solares, a neblina estava realmente densa. Notei que as árvores ao meu redor estavam todas arranhadas, como se algo tivesse acontecido a pouco tempo, e eram arranhões profundos, por via das dúvidas armei guarda e segui meu caminho. Ao longe avistei uma Cidadela, parecia haver pessoas naquele lugar, quanto mais próxima eu estava menos eu enxergava. Escutei um ruido que se originava a minha direita e acabou terminando a minha frente, assustada dei um pulo para traz, e sem hesitar em momento algum logo corri em direção à aquela estranha figura que aparecera, ataquei-a sem dó alguma, afinal estava faminta e os humanos ainda estavam longe.. almenos foi uma caçada de bom proveito, aquela criatura era apenas um pacífico Fauno. Enfim, não estava completamente saciada mas dava pra andar por mais algumas milhas, ao cruzar a cidade todos me olhavam com um olhar muito estranho, ao mesmo tempo que com Curiosidade olhavam também com Alegria, não me importei muito e segui meu caminho. 

Cada vez mais a minha vontade de encontra-lo aumentava, isso era minha motivação de continuar caminhando por aquela estranha terra, fiquei me imaginando por algum tempo o encontrando e sem hesitar de forma alguma atacando-o, mordendo todos os teus membros, rasgando-o com minhas garras, dilacerando seus órgãos e vendo o doce sangue dele escorrendo, e não seria desperdício de comida, o sangue dele era impuro naquele tempo...
[...]
  - A Dama de Sangue -

Autor: Lucas Tenório

0 comentários:

Postar um comentário