Muito nada, pouco tudo.

domingo, 29 de dezembro de 2013


Quando nasci vi a Morte, 
dessas que nos levam para sombra.
 Disse: Vai, Selene! Viver num mundo morto.
Não tenho bigode,
 sou alegre,
 simples e forte.
 Quase não converso. São muitos, embora poucos amigos.
Meu Deus, por que me jogaste aqui,
 se sabias que o mundo não é mais mundo, 
se sabias que viveria, eu, num mundo morto.
Aqui o que passa são aviões, 
cheios de ternos 
forrados
 com pessoas vazias.
 Para que tanto forro,
 meu Deus, 
pergunta meu eu. 
Por trás dos óculos eu vejo, porém não pergunto nada.

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